Fico meio abobalhado ao ver as covinhas em suas bochechas, meio sem jeito ao olhar em seus olhos. Isso tudo parece até aqueles filmes românticos onde os dois apaixonados sempre ficam juntos no final, porém isso tudo me parece meio que impossível. Não que eu não acredite nesses lances de filmes, mas é que você é o meu melhor amigo. E por isso vou tentar sufocar esse sentimento.
As vezes, fico lembrando o porquê que me apaixonei por você. Você me protegeu desde de criança, sempre esteve ao meu lado e sempre pude contar com você. Mas tem coisas que acontecem e não tem como evitar. Você tem algo de diferente entre todos os homens que eu conheci. Você é especial, de vez em quando tenho a sensação que você exala uma especie de magia, que me envolveu tão profundamente, que tenho medo que um dia essa magia acabe.
Um toque no meu ombro fez-me cair na realidade, me deparei no seu quarto. Suas roupas suadas do time de futebol estavam jogadas ao chão. Sua cama estava bagunçada ainda, eu tinha a sensação que aquilo nunca foi arrumado. Estou sentado na cama dele, enquanto esperava ele terminar o banho.
- Lucas, o que aconteceu com você cara? - Ele tocou outra vez no meu ombro.
- Nada, to viajando! - Falei impulsivamente, era como uma autodefesa da minha mente quando estava em um daqueles transes.
Olhei em seus olhos, era azuis como o próprio oceano atlântico. Seus cabelos estavam molhados, o seu corpo estava molhado. Na cintura segura a sua tolha de banho, o único pedaço de pano que envolvia o seu corpo. Ele sentou ao meu lado na cama. Deitou-se ao meu lado, do mesmo jeito que havia sentado. O seus pés balançavam e os seus olhos olhavam o teto.
- Lucas, sabe aquela garota do terceiro ano?
- Qual? - Eu sabia quem era, era a menina que sempre dava em cima dele todas as manhãs, mas fingi que nunca tinha notado.
- A Erica. Loira, um pouco mais baixa que eu. Aquela que você quase derrubou da escada da escola?
- Ah sim, sei. O que tem ela?
- O que você acharia se eu ficasse com ela?
Será que eu realmente devo responder essa pergunta? Ou será que fico na minha e tento sufocar esse sentimento?
- Eu não sei, se você gostar mesmo dela...
- Você sabe que eu não gosto dela, mas pegaria só por pegar.
Poderia dizer que fui salvo pelo gongo. Quando iria responder a sua pergunta, sua mãe bateu na porta.
- Meninos, o almoço já esta na mesa. Desçam agora!
Sempre aos sábados almoçava na casa do Will, era praticamente como se fosse parte da família. Ele se levantou da cama, respondeu alguma coisa para sua mãe e foi para o guarda-roupa. Ele abriu todas as gavetas, parecia que nada o agradava, nada ficaria bom. Ele me pediu para procurar uma blusa verde que ele tinha, uma com estampa de raios. Aquele quarto realmente precisava de uma limpeza. Enquanto eu procurava em baixo da cama ele procurava no outro lado do quarto.
Levantei-me, distraído por sinal, não notei que ele estava bem atrás de mim. Virei-me e ficamos cara a cara. Minha respiração bloqueou quase instantaneamente, minhas pernas ficaram um pouco bambas. Aqueles olhos azuis, eu olhava diretamente para eles. Eu senti aquele lance outra vez, aquela magia que ele parecia exalar. Envolveu-me completamente. Eu não tinha noção do que estava acontecendo, impulsivamente beijei-lhe. Eu ainda olhava aqueles olhos e ele olhava os meus. Ele não recuou, mas também não retribuiu. Meus lábios apenas tocaram os dele, mas para mim aquilo pareceu muito mais tempo do que aparentava. Eu me afastei dele. Estava em choque. Ele ainda olhava para mim, de relance pude ver os seus lábios mexerem.
- O que você fez...?
....................................
Lindooooooooooooooooooooooooo *-*
ResponderExcluirAmei isso, me mande a continuação o mais rapido possível