Falando alto ate parece meio loucura, mas era o que eu queria fazer. Peguei o papel, onde tudo que tinha planejado estava escrito. Estava na hora de pôr o plano em prática. Na minha mochila, um pequeno frasco com uma quantidade significativa de pó estava guardado, somente esperando para entrar em ação. Aquele pó, era puro laxante. Faltava uns quinze minutos, para "visitar" a secretaria do diretor. Precisava contar com a sorte para que tudo corrá como o planejado, que nada pudesse interferir. Agora estava tendo aula de filosofia, olhei novamente o relógio. Estava na hora.
Levantei-me da minha carteira e pedi autorização para poder sair de sala. Coloquei no meu bolso, o frasco de laxante. Andei o mais rápido que podia, não poderia demorar tanto para colocar o laxante na água da secretária e voltar para a sala de aula. Quando cheguei a mesa da secretaria, poderia jurar que tudo o que tinha planejado tinha ido por aguá abaixo. Não tinha nenhuma garrafa com água, ou algo que poderia me ajudar naquela hora. Nenhuma garrafa com café, suco ou alguma coisa do gênero. "Droga, o que eu faço agora?" A secretaria olhou para minha, sua expressão não era nada agradável. Ela tinha uma aparência de uma senhora de aproximadamente uns 59 anos , com rugas e cabelos grisalhos. Coloquei a mão dentro do bolso da calça, apertava inconscientemente frasco do mal.
Não conseguia pensar em nada, aquele sentimento de fracasso preenchia o meu peito. Simplesmente acenei para ela e retirei-me daquele local. A sala de aula estava muito bizarra, nem poderia dizer se aquilo poderia ser uma sala de aula. Os alunos tacaram papel higiênico no teto, alguns ficavam pregados e outros caiam na cabeça dos alunos. Aquilo era nojento, onde estaria o professor nessas horas? Virei o meu rosto. Não poderia dizer que aquilo me surpreenderia, mas surpreendeu. Ele estava na sua cadeira, sentado e bem acordado. Sua boca estava envolta de algo, não sei bem o que era. Parecia ser uma corda, olhando bem, era um cinto. Ele estava completamente amarrado, da cabeça aos pés. Até agora, aquilo era normal. O que me surpreendeu era que na sua testa, em letras cursivas um bilhete estava colado. Nele estava escrito: " Refúgio ".
Uma linha de raciocínio percorreu a minha mente por completo, eu sabia o que aquele bilhete queria dizer, porém ninguém foi capaz de me dizer quem havia colocado ele ali.Como alguém em santa consciência poderia colar um bilhete na testa do professor e ninguém ter visto? TUM. E esse foi o som a ficha caindo. Desviei-me dos papeis molhados ultra nojentos que caindo do teto e retirei o cinto da boca do professor. Perguntei para ele quem tinha colocado aquilo na testa dele, porém sua voz saiu um pouco desnorteada. Um tupor de álcool invadiu o meu sistema respiratório e me fez querer vomitar. ele estava completamente bêbado. Não iria me ajudar em nada, mas como ela conseguir?
Corri para aquele banheiro, onde ninguém iria. Aquele que por um tempo foi o meu "Refúgio". A porta estava entre aberta, o chão e as paredes ainda estavam escritos com canetão de cor verde, a mesma do bilhete. Porém, nem tudo continuava do mesmo jeito. Da lâmpada uma linha de cor esverdeada descia até pairar em uma pequena chave dourada, nela uma tirinha de papel descrevia o seu destino. Arranquei e li o que estava escrito. No papel estava: " Depósito da escola"
A minha maior pergunta da minha vida não seria : "Quem é essa garota?". Mas sim, em : "Como ela consegui fazer esses tipo de coisas?"
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