E se existe uma Ramona para um Scott, então existe uma Izadora para um Noel.
O medo da primavera chegar anda me deixando louca. Estou abraçando o frio e a neve como se fossem filhos, como se tornassem parte de mim, não quero que acabe. Não quero que você acabe se tornando minha Izadora. Quero você como Ramona, mas não importa o que eu faça, não consigo de deixar de lhe ver como Izadora.
Destino cruel, encruzilhada maldita.
Por favor, me perdoe. Eu nunca quis te magoar, nunca quis te deixar de lado... não que você se importe muito com isso, estou começando a pensar que você também tem uma viagem ao Acre. Acho que você não entenderá nada dessa minha conversa. Não sei se eu acho bom ou se acho ruim.
Mas não pense que irei te esquecer, não pense que eu nunca te amei... eu fiz isso demais, fiz isso como nunca tinha feito antes. E ainda estou lutando para isso continuar vivo. Continuar assim, do jeito que eu gosto, desse conforto louco.
Talvez seja só umas bobagens, talvez seja só instinto. Talvez. Talvez. Talvez.
Eu sei que preciso acha-la, sei que eu preciso encontra-la de novo.
Não importa o que aconteça, preciso senti-la novamente.
então por favor, me perdoe. Me perdoe mas quem sou eu para lutar contra o temporal? quem sou para mandar nas estações?
Estou com medo, estou com muito medo. Da neve desaparecer, de fazer calor, de você sumir de mim.
Estou com medo, estou com muito medo. Mas não consigo falar isso para você, não consigo me confortar pois é você que me conforta.
Eu estou me matando por dentro.
Estou rezando para você me encontrar, antes que ela me encontre.
Então por favor, não ignore isso. Não ignore o 'nós'.
Me impeça antes que eu faça alguma loucura.
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