quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Deste veneno.

Esse doce veneno,que me enche,me inspira,me detesta.E a dor alucinante é tão...boa.Com uma pitada dos delirios mais loucos.Esqueço-me dos problemas que me cercam.

veneno este,destilado por cicatrizes,apreciado por gostos distintos,por bocas diversas.Experimento sem me preocupar com dose alguma...sem me preocupar com morte alguma.Veneno este,destilado com minhas próprias lágrimas.E o soro?Está com você.Mas por que você me salvaria?não quero ser salva.Está bom assim.

Esqueço por um momento do tempo.E que tempo?eu faço meu próprio tempo...O espaço é construído através de uma folha de papel...tudo parece tão pequeno nesse grande ser maior.

Esse veneno de cobra,para mim tem um significado,para você,outro totalmente diferente.Mas o que me importa estes seus pensamentos errantes?
você anda tão longe de minhas vistas,ou será que meus olhos estão ficando turvos?

Troca-se as peles,troca-se o mundo,troca-se as primaveras,troca-se os sentimentos,e então até meus loucos pensamentos e sonhos acabam por mudar,sem ter protesto algum,palavras de revolta,como se estivessem acostumados com essas trocas de pele...inconstantes quanto meu próprio ser.
E dessa carapaça vazia,desse pequeno bicho-presa,saiu a essência...essência que veio de mim...da alma.

Esse veneno de cobra,que atinge meu sangue destruindo o vermelho,colorindo meu céu com lágrimas,essas que não me afligem mais.Oh doce veneno,que chega no meu cérebro transformando,paralisando tudo o que vinha dele.Meu coração,o maior atingido,foi enfim esquecendo-se do meu ser,esquecendo-se do tempo-espaço...esquecendo-se da tristeza..

...apagando memórias que dilaceram meu corpo,que esmagam meus orgãos.
Enfim,com o tempo...em questão de medida que não sei contar,em um ambiente que não saberia lhe dizer.
meu coração foi se esquecendo de ti.
E me perdi sem realmente me perder.Talvez na outra troca de pele,quem sabe meu coração não volta a lembrar de ti?Só depende desse doce veneno que transformou em mim.

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