quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tenho medo...

Querido Pablo,

Tenho medo de acordar e descobrir que tudo que eu sonhei um dia nunca existiu. Tenho medo de amar e não ser correspondida, de nunca mais sorrir um dia, de descobrir que nunca tive amigos. Tenho medo simplesmente pelo fato de ter medo.

Tenho medo de altura, de sapo, de fantasmas e de baratas. De morcegos, cobras e ratos. Tenho medo de ser assaltada. Tenho medo de trovões, do escuro, de psicanalistas. De dentistas, cobaias e cemitérios. Tenho medo de não consegui acordar, de pesadelos, de ficar cega. Tenho me da solidão. Simplesmente tenho medo.

Não sou a mulher que você sempre sonhou, não sou a corajosa que você sempre quis. Mas não vou deixar de ser quem eu sou por sua causa. Se você realmente me ama, me aceite do jeito que sou. Ou isso que você sente não pode ser nomeado de amor. Estarei sentada na minha cama, de luz ligada, esperando um telefonema tocar. Morrendo de medo de acordar e descobrir que isso foi um sonho.

Beijos,
Mariana.

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