quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Meu doce vicio!

Comprei uma barra de chocolate preto, rasguei a embalagem e coloquei um tablete na boca. Adorava aquela sensação, era uma espécie de euforia que ia derretendo em minha boca deixando-me simplesmente extasiada. Sensação unica, sem igual. Comi mais um tablete, depois outro. Até acabar com a barra inteira em poucos minutos.


Eu queria mais! Não o chocolate, mas a sensação. Comprei outra barra, rapidamente foi devorada como a outra. O desejo ali presente em cada mordida. A euforia descendo na garganta, o êxtase preenchendo minhas veias, o tupor invadindo o meu corpo saciando minha sede eufórica.


Peguei uma garrafa de coca-cola dois litros e um brigadeiro enrolado no confete. Girei a tampa da garrafa, podia ouvir o som do refrigerante saindo em qualquer lugar. Enchi um copo com o liquido negro e mordi o doce. A sensação tornou a aparecer, dessa vez bem mais forte. Parecia que dessa vez iria durar um pouco mais. Tomei um gole do refrigerante, depois mordia o brigadeiro. Minha mão onde estava o doce dava leves tremores, não me importava. Bebia e comia como se nada tivesse acontecendo.


O refrigerante na garrafa já estava pela metade, o brigadeiro quase no fim. Acho que dessa vez eu tenha conseguido chegar ao meu ápice da minha euforia, do meu desejo. Uma dor no meu peito ia surgindo, mas a euforia tirava completamente a minha atenção. Não queria que ela fosse embora. Tomei mais alguns goles de coca, o tremor aumentou sua intensidade. De repente o copo caiu no chão, à euforia diminuía e a dor crescia. Encostei-me na cadeira, colocando uma mão sobre o peito. Tem algo errado. Minha visão ficou turva, minha respiração rarefeita.Apoiei a cabeça no encosto da cadeira e fechei os olhos com esperança de nunca mais sentir aquela dor novamente.


Maria das Dores, 25 anos.
Infarto Fulminante.

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