NOTAS BAIXAS
AMANDA
Ele era lindo, realmente muito bonito. Suas covinhas nas bochechas me fascinavam, tinha cabelos pretos em um corte tipo social. Belos olhos azuis e uma barba por fazer. Não tinha como alguém parecer tão bonito quanto ele. Apesar dele ser um pouco mais velho do que eu , tiria por volta de uns vinte e sete ou vinte e oito anos. Sem perceber desenhava alguns corações no emu caderno de gramática, quando percebi apague todos. Não poderia parecer uma garota infantil que ainda desenha corações no caderno. Tomara que nenhuma das minhas amigas tenham notado isso. Sua voz me envolvia e entrava em meus ouvido como uma sinfonia inebriante. Era grossa e muito masculina. Seu nome? Era Roberto. Eu normalmente o chamava de professor.
O sinal do termino da aula tinha tocado, todos os alunos começaram a arrumar as suas coisas e saérem para a próxima aula. Antes de eu sair , ele veio ate a minha carteira. Uma forte sensação percorreu meu corpo. Sentia-me inebriada com o seu perfume que poderia sentir por ele estar tão proximo de mim. Porém esse estado foi quebrado por sua voz grossa e ao mesmo tempo macia. Ele disse que caso não tire melhores notas poderia ter que repetir o ano inteiro. Fiquei um pouco pasma, não poderia reprovar. O que ele iria achar de mim? Antes de sair ele deixou um bilhete, peguei e guardei-o em as folhas do meu caderno.
Não era para isso que tinha pegado aquela cueca do Matheus, mas ele iria me ajudar a estudar para a proxima prova. Todos os dias depois dos treinos dele de futebol, ele passava na minha casa e estudavamos um pouco. Eu queria passar de ano e ao mesmo tempo impressiona-lo.Em uma desse nosso encontreo de estudo, se é assim que posso chama-lo, estava mexendo em um de meus cadeernos e um pequeno papel caiu. Matheus tinha recolhido do chão, mas retirei de suas mão mais rápido do que ele podia imaginar. Tinha esquecido completamente daquele pedaço de papel. Matheus insistia que queria ler, eu protegia-o como uma muralha impenetravel. Ele sorriu um pouco e começou a fazer pequenas suposições. Tinha certeza que era de um dos meninos da nossa sala. Estava ficando tarde, Matheus despediu-se e me fez prometer que contaria todo para ele amanhã. Olhei o bilhete e não podia acreditar, estava escrito apenas alguns numero. Demorei um pouco para descobrir que era o seu telefone. Não poderia ficar mais feliz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário