FINAL DE SEMANA
REBECA
Esse foi o primeiro final de semana que meus pais brigaram e pelo jeito não teria volta, não tinha ideia de quanto tempo aquilo poderia durar. Aquela briga toda parecia que nunca teria um fim. Perguntava-me o que teria acontecido com eles, onde eles tinham errado, quando o amor começou a virar odio. Talvez nem tanto odio, porém não era amor. Discutiam por qualquer coisa, mas depois de um tempo aquilo nem parecia que tinha acontecido, mas essa briga foi diferente. Eles não estam se falando. Meu irmãozinho chorava muito toda vez que eles começavam a brigar, eu tentava acalma-lo passando a mão em sua cabeça e dizendo que aquilo iria ter um fim. Meu coração começava a duvidar dessa certeza.
Tentava ser forte na frente do meu irmão, mas por dentro estava chorando como uma condenada. Naquela noite não podia conter o choro, precisava de um abraço ou algo parecido. Peguei o celular e digitei qualquer número, apertei o botão que realiza ligações e coloquei-o no ouvido. Uma voz atendeu, era de homem e pelo jeito estava dormindo. Podia sentir pelo tom de voz. Comecei a falar, parecia que minha voz não saia. Quando ela saia, sia ao galopes. Nem eu mesma entendia direito o queria dizer. Ele me dizia para me acalmar, mas não conseguia. Respirei fundo, e de uma só vez disse o que estava acontecendo. Ele fez silêncio por alguns minutos. E disse apenas para me encotrar em uma pracinha que ficava perto da minha casa.
Estava frio, muito frio. Tinha pegado apenas uma blusa e saido escondida de casa. Tinha amarrado meu cabelos loiros encarracolados antes de sair. Tinha certeza que era o Bernardo ao telefone. Sentei em um balanço enquanto esperava por ele. Meus pensamentos voavam de forma aleatoria, porém apenas esses rodeavam uma unica fonte que se chamava separação. Não podia imaginar isso acontencendo e que apos nos mudarmos para uma nova cidade teriamos uma nova vida, uma mais feliz pelo menos. Fui despertada do meu ciclo de pensamento com um toque em meu ombro. Virei e deparei com um rapaz. Não era o Bernardo, apesar de se tão bonito quanto. Seu nome era Matheus, tinhamos nós conhecido na visita em sua casa quando a mãe dele chamou eu e Amanda para uma visita. Depois daquele dia tinhamos conversado mais vez, porém não lembra quando tinha anotado o telefone dele em meu celular ou como havia decorado. Meus olhos enxeram-se de lágrimas quando olharam os dele. Ele não me disse nada, apenas me abraçou. Em meio aos soluços tive uma estranha sensação de proteção. Podia ouvir claramente o que ele dizia:
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