domingo, 14 de abril de 2013

e que eu pare de uma vez por todas de te encontrar em minhas alucinações

Que na maioria das vezes você se foda. Que volte ao passado porque o presente nao te pertence.

Que na maioria das vezes você sofra. E que volte para onde meus sonhos nao chegam.


Parei a xicara de café na metade, o jornal no segundo paragrafo e meus desejos na metade da linha do bloco de notas. Eu penso em você mais vezes do que gostaria de pensar e acordo com seu nome ecoando em minha mente com o cheiro do seu perfume dentro de minha mente confusa.

Eu gostaria que isso acabasse e que o passado morresse de uma vez, mas ao inves disso ele retorna todas as noites para me desejar boa noite. Contorcendo diante da solidão, vivendo de insanidade paro no meio do chão gritando de dor e mágoa. Dou uma tragada do cigarro imaginando quando morreria de tanto sofrer. O amor te mata aos poucos e envena sua alma. Vivo assim, tentando te esquecer imaginando quando a toxina irá me levar para longe disso tudo.

Dancei e cansei de dançar essa melodia macabra que me assombra nos dias frios, assim como cansei de ouvir suas musicas prediletas, recitar seus melhores poemas e comer de suas receitas. Eu estava farta de me decompor em pequenos versos sem sentido e cambalear em becos sem saída.

Quisera eu, realmente, morrer de amores. Quisera eu, realmente, cair em delirios e esquecer da crua realidade que me amaldiçoa. Mas creio que talvez isso não seja possivel. O tempo nao para por você. Essa foi uma dura lição que aprendi quando me desmanchei em lágrimas perdidas em botecos sem nomes.


Mais a melhor das lições foi ter compreendido que o afeto por si só não basta, que a ferida por si só não fecha, e que o amor por si só não acaba.

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