terça-feira, 29 de maio de 2012

Fenomeno do uso


Conheci um rapaz bonito e muito inteligente. Saímos umas duas, três vezes. Me diverti muito aquelas noites. Conversamos sobre vários assuntos e criamos teorias diversas para o mundo. Tomamos uns drinques, rimos. Acordava todo dia de manhã com uma mensagem dele. Tudo estava bem. Até nós irmos para cama. Foi então que ele começou a ficar frio, parou de ligar. Não quis mais me chamar para sair. Aos poucos os momentos que nós tivemos não passaram de vagas lembranças que eu nem sequer sabia se realmente tinha acontecido ou se era fruto de minha imaginação.

Estava triste, tomando minha quinquagésima taça de vinho, chorei. Estava irritada. Magoada. Melancolica. E fiquei me perguntando o que fiz de errado. Tomei porres. Tomei dores. Tomei aspirinas, tomei chuva de lágrimas que não secavam de noite. Tomei sermão, tomei toneladas de café. O que antes era minoria, começou a se tornar excesso para retirar todas as memórias que eu havia guardado com tanto carinho. Minha melhor terapia. Se era só por isso que ele me queria, se era só para ter uma noite de relação, por que ele já não disse logo? Por que ele esperou meu coração estar entregue? Eu não quero mais isso. Não procuro mais relações infantis como esta.

Conheci um rapaz bonito e muito inteligente. Diferente do outro. Saímos umas duas, três vezes. Ele me fez esquecer que estava de coração partido. Nos divertimos juntos, conversamos e rimos. Falamos de politica à bobagens. Mandava mensagem para ele todas as manhãs, gostava de ve-lo e ouvir sua voz no telefone. Fomos para cama.

No dia seguinte sumi.

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