Conheci um rapaz bonito e
muito inteligente. Saímos umas duas, três vezes. Me diverti muito
aquelas noites. Conversamos sobre vários assuntos e criamos teorias
diversas para o mundo. Tomamos uns drinques, rimos. Acordava todo dia
de manhã com uma mensagem dele. Tudo estava bem. Até nós irmos
para cama. Foi então que ele começou a ficar frio, parou de ligar.
Não quis mais me chamar para sair. Aos poucos os momentos que nós
tivemos não passaram de vagas lembranças que eu nem sequer sabia se
realmente tinha acontecido ou se era fruto de minha imaginação.
Estava triste, tomando
minha quinquagésima taça de vinho, chorei. Estava irritada.
Magoada. Melancolica. E fiquei me perguntando o que fiz de errado.
Tomei porres. Tomei dores. Tomei aspirinas, tomei chuva de lágrimas
que não secavam de noite. Tomei sermão, tomei toneladas de café. O
que antes era minoria, começou a se tornar excesso para retirar
todas as memórias que eu havia guardado com tanto carinho. Minha
melhor terapia. Se era só por isso que ele me queria, se era só
para ter uma noite de relação, por que ele já não disse logo? Por
que ele esperou meu coração estar entregue? Eu não quero mais
isso. Não procuro mais relações infantis como esta.
Conheci um rapaz bonito
e muito inteligente. Diferente do outro. Saímos umas duas, três
vezes. Ele me fez esquecer que estava de coração partido. Nos
divertimos juntos, conversamos e rimos. Falamos de politica à
bobagens. Mandava mensagem para ele todas as manhãs, gostava de
ve-lo e ouvir sua voz no telefone. Fomos para cama.
No dia seguinte sumi.
MUITO BOMMMMM
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