[...]
Eu só queria que a minha última visão não tivesse sido tão tenebrosa.
Sorte que eu ainda lembro as coisas lindas que vi...
Minha cama no hospital era macia e muito aconchegante, provavelmente branca.
Senti a agulha me espetar na veia, maldito seja esse soro.
Levantei meu braço esquerdo como se eu ainda tivesse esperanças que tudo isso não passava de um mal entendido, como se fosse efeito dos remédios.
Passei minha mão sobre a altura dos meus olhos um par de vezes e sempre era como uma escuridão, nada mudava.
Senti as lágrimas reprimidas e as segurei como de costume. Não podia demonstrar fraquezas, não deveria me expor no auge da minha vulnerabilidade. Suspirei. Alguém pegou em minha mão, sua mão era forte provavelmente de alguém trabalhador.
-Sam... Como você está?
-Como você acha que eu estou? Fabulosa.
Oliver apertou minha mão mais forte, como se ele precisasse das minhas forças.
Ele era sem dúvidas a única pessoa que eu podia contar. Reti as lágrimas mais uma vez.
- Merda, como eu odeio... Isso.
- Isso o que?
- Ser cega, assim não dá para ver a sua cara de chorão.
[...]
Escrita por Isabela Canto - Harusame
Tão intenso! Faz os leitores se envolverem com a personagem :) adorei ^^
ResponderExcluir