- Descobri um jeito de abrir os cadeados -
Segurei o cadeado, ele era muito grande. Normalmente os cadeados são envolvidos pela minha mão, mas esses eram muito maiores. Esse era o primeiro cadeado, joguei o feixe de luz da lanterna sobre o cadeado que estava na minha mão. Na sua superfície, em alto relevo, tinha uma figura que a muito tempo não tinha visto. Não sou aquela pessoa que lembra das coisas na mesma hora, mas essa era diferente. Era a figura de uma bailarina, sua roupa era preta e em sua cabeça, uma coroa lhe dava um toque de sofisticação. Era a mesma bailarina que eu tinha ganhado de um amigo, quando ainda era criança. De repente surgiu uma linha de raciocínio, uma ideia talvez meio absurda, talvez meio obvia. Soltei aquele cadeado e comecei a correr por aquele corredor. Acho que descobrir um jeito de abrir os cadeados.
Finalmente achei o que eu estava procurando, estou parada em frente a uma das minhas portas de lembranças. Essa porta era uma das que eu mais visitava enquanto estava no meu subconsciente, "Ganhei um presente" era o que estava escrito na sua identificação. Guardei a lanterna desligada no bolso da minha calça jeans. Girei a maçaneta e entrei. Meus pés ralavam no piso de madeira, o vento que saia da janela batia na minha face fazendo os meus cabeços voarem um pouco. Fechei a porta, olhei ao meu redor. Estou no meu antigo quarto de criança, as paredes eram rosa, onde as prateleiras eram cheias de bichinhos de pelúcia. Tinha uma garotinha sentada na minha cama, as cobertas cobrindo o seu corpo ate a sua cintura. Suas costas estavam encostadas contra a cabeceira da cama. Ela tinha nas mão uma pequena bailarina de roupa preta e uma coroa na cabeça, a mesma que tinha naquele cadeado. Seus olhos estavam focados na bailarina, parecia que aquilo era o que movia a vida dessa garota. Dei alguns passos em direção dela, não podia ver a sua face. Ela era tão delicada, tão encantadora olhando aquele pequeno objeto de porcelana. É meio estranho achar que não a conhecia, mas aquela garota sentada na cama, era eu.
- Fernanda... - Sussurrei. A garota retirou os olhos da boneca de porcelana, seus olhos eram simplesmente puros, de uma criança ingenua.
- Sim... Mas quem é você? - Sua voz era doce e delicada.
- Eu ? Sou você um pouco mais velha.
- É claro, isso é apenas uma lembrança. O que você quer de mim?
- Eu ainda não sei ao certo, mas tem alguma coisa em relação a essa bailarina.
- A minha pequena Alice?
- É, a nossa pequena Alice. Acho que ela é a chave para abrir um dos cadeados.
- A chave? Cadeados?
- Uma das portas esta cheia de correntes e cadeados, preciso abri-la. Preciso da nossa pequena Alice.
- Não sei o porque de "essa" porta esta cheia de correntes e cadeados,mas eu não acho que não vou poder ajuda-la muito.
- Não vai? Mas eu pensei que você...
- Você sabe que não posso ajuda-la, sou apenas uma lembrança sua e se eu passar esta porta e entrar naquele corredor, vou acabar desaparecendo para sempre.
- Quero muito abrir aquela porta, preciso que você me entregue a Alice.
- Eu amo muito ela, ela é tudo o que eu tenho agora. Eu não posso fazer isso.
- Confie em mim, - uma lagrima caiu do rosto dela - Ajude-me.
Acho que a única ajuda que posso lhe oferecer e lhe entregando a pequena Alice. - As suas mãozinhas apertaram a boneca de porcelana.
- Juro que vou traze-la de volta. Eu prometo. - Lhe dei um sorriso de confiança.
- Obrigada, muito obrigada. - Suas mãos estavam esticadas com a boneca, peguei a bailarina.
Um pouco antes de sair daquela lembrança, a garota me chamou. Ela me entregou um pedaço de papel e a caixinha onde tinha vindo a bailarina. Agora falta pouco para abrir o primeiro cadeado.
Finalmente achei o que eu estava procurando, estou parada em frente a uma das minhas portas de lembranças. Essa porta era uma das que eu mais visitava enquanto estava no meu subconsciente, "Ganhei um presente" era o que estava escrito na sua identificação. Guardei a lanterna desligada no bolso da minha calça jeans. Girei a maçaneta e entrei. Meus pés ralavam no piso de madeira, o vento que saia da janela batia na minha face fazendo os meus cabeços voarem um pouco. Fechei a porta, olhei ao meu redor. Estou no meu antigo quarto de criança, as paredes eram rosa, onde as prateleiras eram cheias de bichinhos de pelúcia. Tinha uma garotinha sentada na minha cama, as cobertas cobrindo o seu corpo ate a sua cintura. Suas costas estavam encostadas contra a cabeceira da cama. Ela tinha nas mão uma pequena bailarina de roupa preta e uma coroa na cabeça, a mesma que tinha naquele cadeado. Seus olhos estavam focados na bailarina, parecia que aquilo era o que movia a vida dessa garota. Dei alguns passos em direção dela, não podia ver a sua face. Ela era tão delicada, tão encantadora olhando aquele pequeno objeto de porcelana. É meio estranho achar que não a conhecia, mas aquela garota sentada na cama, era eu.
- Fernanda... - Sussurrei. A garota retirou os olhos da boneca de porcelana, seus olhos eram simplesmente puros, de uma criança ingenua.
- Sim... Mas quem é você? - Sua voz era doce e delicada.
- Eu ? Sou você um pouco mais velha.
- É claro, isso é apenas uma lembrança. O que você quer de mim?
- Eu ainda não sei ao certo, mas tem alguma coisa em relação a essa bailarina.
- A minha pequena Alice?
- É, a nossa pequena Alice. Acho que ela é a chave para abrir um dos cadeados.
- A chave? Cadeados?
- Uma das portas esta cheia de correntes e cadeados, preciso abri-la. Preciso da nossa pequena Alice.
- Não sei o porque de "essa" porta esta cheia de correntes e cadeados,mas eu não acho que não vou poder ajuda-la muito.
- Não vai? Mas eu pensei que você...
- Você sabe que não posso ajuda-la, sou apenas uma lembrança sua e se eu passar esta porta e entrar naquele corredor, vou acabar desaparecendo para sempre.
- Quero muito abrir aquela porta, preciso que você me entregue a Alice.
- Eu amo muito ela, ela é tudo o que eu tenho agora. Eu não posso fazer isso.
- Confie em mim, - uma lagrima caiu do rosto dela - Ajude-me.
Acho que a única ajuda que posso lhe oferecer e lhe entregando a pequena Alice. - As suas mãozinhas apertaram a boneca de porcelana.
- Juro que vou traze-la de volta. Eu prometo. - Lhe dei um sorriso de confiança.
- Obrigada, muito obrigada. - Suas mãos estavam esticadas com a boneca, peguei a bailarina.
Um pouco antes de sair daquela lembrança, a garota me chamou. Ela me entregou um pedaço de papel e a caixinha onde tinha vindo a bailarina. Agora falta pouco para abrir o primeiro cadeado.
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